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Fábrica de vidro no RN pode alavancar AlcanorteA Companhia Industrial de Vidros, do grupo pernambucano ICAL/ Cornélio Brennand, está planejando construir uma fábrica no Rio Grande do Norte e, embora não revele detalhes sobre a unidade, sua quinta na região, especula-se que o investimento necessário seria da ordem de US$ 150 milhões. Segundo informações do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Rosado, as cláusulas de um possível protocolo de intenções já estariam sendo negociadas com o governo e o projeto, se for levado a diante, serviria de impulso à viabilização da Alcanorte - fábrica potiguar de barrilha que nunca operou e cuja matéria-prima é uma das bases para a produção do vidro.
O secretário diz que as conversas entre representantes do grupo e o governo do estado começaram há cerca de 15 dias e que incentivos como o Proadi e o Progás, que asseguram, respectivamente, redução de ICMS e gás subsidiado, já teriam sido oferecidos aos investidores. ‘‘Eles já nos enviaram uma proposta de protocolo de intenções. Agora estamos negociando as possíveis cláusulas´´, acrescentou, frisando que ‘‘com certeza seria uma ajuda para a Alcanorte´´. A fábrica potiguar de barrilha, ‘‘adormecida´´ desde o final dos anos 70, nunca chegou a produzir impedida por diversos gargalos como a falência do grupo que a concebeu e, posteriormente, porque os investidores aos quais foi repassada já tinham uma unidade no Rio de Janeiro, com a qual a fábrica potiguar concorreria. No ano passado, entretanto, as perspectivas de entrar em funcionamento reacenderam com o fechamento da então prioridade do grupo, a carioca Álcalis. Além do fato de o país estar importando toda a barrilha que consome, ao invés de comprar no mercado interno, a Alcanorte tem favoráveis todos os elementos que levaram a outra a fechar. Matéria-prima (sal e calcário) e gás com preço subsidiado estão na lista. Mas mesmo com o projeto do grupo ICAL/ Cornélio Brennand trazendo a possibilidade de lhe dar novo fôlego, a retomada está ainda no plano das expectativas. Da parte do grupo pernambucano, que na indústria vidreira atua desde 1959 no mercado, detalhes sobre o projeto potiguar ainda são mantidos em segredo. Através da assessoria de imprensa, os investidores dizem apenas que a instalação da fábrica de vidro está sendo analisada, sem confirmar as informações do secretário. Um nota publicada na coluna Roda Viva do último domingo citava, entretanto, além do valor do investimento, que o projeto estaria sendo tratado discretamente dentro da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). A Companhia Industrial de Vidros é uma das maiores do ramo no país, com capacidade instalada para produzir 1.000 toneladas/dia, o equivalente a 1,5 bilhão de unidades por ano. Seu mix de produtos é composto por embalagens e utilidades em vidro e atendem a diversos clientes dos setores de alimentos, bebidas e farmacêuticos - incluindo gigantes como Wal Mart, Carrefour e Coca-Cola. Atualmente a Companhia tem quatro unidades fabris localizadas no Nordeste, especificamente em Fortaleza, Salvador e nas cidades pernambucanas de Recife e Vitória.
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