Bienal tema ‘O vidro na arte, a arte do vidro’
A sétima Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande abre portas dia 20 de Setembro dedicada ao tema ‘O vidro na arte, a arte do vidro’ e promete ser a mais surpreendente e experimentalista de sempre.
No Parque Municipal de Exposições vão estar 115 obras seleccionadas pelo júri, que analisou quase três centenas apresentadas por 163 artistas.
"Os anos vão passando e vão acrescentando à bienal conhecimento e idoneidade. Ser admitido a esta exposição conta muito", refere o director artístico, João Luiz Costa, que equipara a importância da organização da câmara da Marinha Grande à do Prémio Amadeo Souza-Cardoso e da Bienal de Vila Nova da Cerveira. "Ser admitido aqui é como a Vanessa [Fernandes, triatleta olímpica] dar saltos pela medalha de prata como se fosse a de ouro", brinca o director artístico. De entre os 90 artistas, será anunciado na abertura o vencedor do Prémio Pintor Fernando de Azevedo, no valor de dez mil euros.
Nesta bienal dedicada ao vidro, o público será confrontado com obras de arte em que, relembra João Luiz Costa, "há um compromisso, subjectivo ou substantivo", com aquela matéria-prima.
"O resultado é mais surpreendente do que nos outros anos. Talvez seja a bienal mais surpreendente de sempre", afirma, identificando também no público uma evolução: "As pessoas têm um entendimento da arte contemporânea mais conseguido".
Este aumento quantitativo e qualitativo na Bienal da Marinha Grande, tanto do lado de quem expõe como de quem vê, resulta de se viver "um momento de plenitude, de curva alta, da arte contemporânea".
"As pessoas estavam habituadas a olhar para a arte contemporânea como quem olha para a Gioconda. Por vezes a arte contemporânea parece um monte de lixo, mas depois começa-se a percebe-la melhor e descobrem-se razões para o ´lixo´".
Daí que em 2008, "a bienal seja bem representativa do experimentalismo que está a acontecer um pouco por todo o lado. Este é o lugar onde muita gente faz tentativas, arrisca o atrevimento. Uma bienal é uma área de procura, não de afirmação", nota João Luiz Costa.
Pela segunda edição consecutiva, a Bienal da Marinha Grande quer afirmar-se ainda para além das artes plásticas. "É cada vez mais uma festa na cidade e as pessoas já estão à espera do que acontece em paralelo", admite o director artístico.
Desde o início de Agosto que esculturas de vidro estão em diversos pontos da cidade, onde artesãos que trabalham ao vivo o vidro, lembrando as tradições da Marinha Grande naquela arte.
20.09.2008, Marinha Grande
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